Quando a porta se abriu, cabritos saltitantes se abraçaram.
Estava com tanta saudade, que era uma alegria imensa.
O queijinho em cima do frango, a mandioca, a azeitona,
a lingüiça, a salsicha, a Skol e o Del Vale sobre a mesa.
O coro canta funk, e fala bobagens sem limites.
De repente surgiram brinquedinhos, histórias e contos...
Cenas, gargalhadas e comentários.
Os chiliques de necessidades e vontades malucas.
Algumas pessoas de coração frio outras de coração quente,
a vida ensinou para cada um de um modo diferente.
E foi com brincadeiras que se conheciam cada vez mais,
intimidades e modo de visão da vida eram compartilhados.
Olhos pequenininhos, olhos esbugalhados, olhos redondos, olhos fininhos.
E quando as portas dos quartos se fecham que a noite realmente começa.
Novas experiências, novos jeitos, novas formas e novas sensações.
Quando os olhos se fecharam e abriram novamente, o sol já estava no alto do céu.
E mais uma vez no começo da manhã de uma forma sem explicação,
com cheiro de morango no ar, as molas do colchão se mexiam.
E nunca havia amanhecido dia lindo daquele jeito.
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